2 Comentários
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Avatar de Henrique Magalhães

Excelente reflexão, muito apropriada para esse momento de ansiedade quanto à originalidade de uma obra. Uma questão: a obra vale pelo que é ou por seu processo de produção? Acho que há uma histeria no ar, com a abominação da IA, mas, como você mesmo disse, ninguém nunca questionou o uso corretor automático do Word ou do Google Translate. Os que reclamam com esse purismo atual talvez nunca consigam escrever algo que valha a pena, com ou sem IA.

Avatar de Rafael Senra Coelho

É isso mesmo, concordo muito com essas reflexões que vc propôs no seu comentário. Sobre sua pergunta, eu defendo que o processo de produção e as questões extra-artísticas balizam mais a recepção das obras do que o resultado estético oriundo da própria obra em si. Esses sim são aspectos que a IA não pode substituir, que são as narrativas ao redor da obra, o fator humano. Como bem disse o Guinga em uma entrevista genial, a IA nunca poderá substituí-lo, porque ela não tem mãe, achei esse mote muito bom. Obrigado pela leitura e pelo retorno, meu caro!